
A promoção termina em

A Independência que não se conta
A Independência do Brasil foi, em larguíssima medida, obra de padres
A Independência que se ensina tem um príncipe às margens do Ipiranga, tem bacharéis, tem lojas maçônicas. Não é falso. É incompleto — e a parte que falta é grande.
Na Revolução Pernambucana de 1817, só entre os presos enviados a julgamento havia 57 sacerdotes: dois se suicidaram e quatro foram supliciados — os padres Roma, Miguelinho, Tenório e Pereira de Albuquerque. Oliveira Lima chamou aquela sedição de uma revolução de padres.
Em São Paulo, na vereança de 23 de junho de 1821, que elegeu o governo provisório, entre pouco mais de 400 eleitores compareceram 89 padres da capital e do interior, com o próprio bispo à frente, o Cabido inteiro e os superiores das ordens religiosas. Outros 26 assinaram o manifesto de 31 de dezembro; outros 22, as representações da Confederação de Itu.
Em 1922, quando o país celebrava cem anos de Independência, a comemoração já vinha com o roteiro pronto: o 7 de setembro fora obra dos liberais. Foi contra essa apropriação que Dom Duarte Leopoldo e Silva subiu à tribuna do Centro Dom Vital, no Rio de Janeiro — e não respondeu com retórica. Respondeu com atas, vereanças e relações de presos.
“Brasileiro porque era padre, a um e a outro as bênçãos da Pátria.”
Dom Duarte Leopoldo e Silva, na conclusão do livro
Por que estudar este assunto
Uma defesa que não poupa os próprios defendidos
-
Uma história que perdeu a parte católica
A Independência é o momento em que o Brasil se define, e a versão que nos foi ensinada tirou dela justamente a parte católica. Dom Duarte foi contra essa apropriação no ano exato em que ela se consolidava, e o fez com o que ninguém podia contestar.
-
Um livro que não é propaganda
Sobre Frei Caneca, cooptado pela maçonaria, escreve com uma severidade que nenhum panfletário assinaria: “a maçonaria exaltou-lhe o patriotismo, desvirtuando-lhe a missão sacerdotal.” Reconhece que boa parte do clero foi capturada, e sustenta a tese mesmo assim — o que é precisamente o que torna a tese confiável.
-
Primeira parte
Percorre os pródromos da Independência — a revolta do Maranhão, a Guerra dos Emboabas, a Guerra dos Mascates, a Inconfidência Mineira e a Revolução de Pernambuco — e mostra, em cada uma, com nome e fonte, a presença do clero.
-
Segunda parte
Trata da Independência propriamente dita e do que se fez do clero nacional depois dela.
-
A página que resume o livro inteiro
Frei Caneca foi condenado à morte em 1825. Ao pé da forca, o carrasco designado, um pardo que estava preso por algum delito, recusou-se a enforcar o padre — e Dom Duarte faz questão de registrar o nome dele, Agostinho Vieira, e de pedir que se conserve “à gratidão do clero brasileiro”.

Dom Duarte Leopoldo e Silva
1867 – 1938
Sobre o autor
O primeiro arcebispo de São Paulo
Primeiro arcebispo de São Paulo, que governou por três décadas. Conde romano e assistente do sólio pontifício. Nasceu em Taubaté, estudava medicina quando adoeceu, e trocou o curso pelo seminário.
Em 1903, ainda simples sacerdote, publicou a Concordância dos Santos Evangelhos — os quatro Evangelhos numa só narrativa contínua, comentada por ele, sem concessão ao racionalismo bíblico que então avançava. O livro chegou às mãos de São Pio X, que o louvou e recomendou publicamente a sua leitura e, no ano seguinte, o sagrou bispo, dando-lhe das próprias mãos um anel episcopal.
À frente de São Paulo, criou 44 paróquias e formou pelo menos 209 sacerdotes, dos quais 13 chegaram ao episcopado. Morreu em 1938, tendo escrito no testamento: “Pobre entrei para o sacerdócio, pobre entrei para o episcopado, pobre também espero e desejo morrer.”

Conheça esta edição
Um livro que passou um século fora de circulação
Estudo introdutório inédito
Esta edição da Editora Barônio traz um estudo introdutório inédito sobre a vida e a obra do autor.
Publicado em 1923
Com imprimatur assinado no Rio em 23 de julho daquele ano. O livro passou um século fora de circulação.
Brochura
180 páginas.
Coleção Eduardo Prado
Série A.
Informações e dúvidas
Ficha técnica e perguntas frequentes
Ficha técnica
- Título
- O Clero e a Independência do Brasil
- Autor
- Dom Duarte Leopoldo e Silva (1867–1938)
- Editora
- Editora Barônio
- Coleção
- Eduardo Prado, Série A
- Publicação original
- 1923
- Páginas
- 180
- Acabamento
- Brochura
Ficha técnica
- Título
- O Clero e a Independência do Brasil
- Autor
- Dom Duarte Leopoldo e Silva (1867–1938)
- Editora
- Editora Barônio
- Coleção
- Eduardo Prado, Série A
- Publicação original
- 1923
- Páginas
- 180
- Acabamento
- Brochura
Perguntas frequentes
Como falo com o atendimento?
Pelo WhatsApp. Se você ainda não fez sua compra, fale com o (38) 99136-4192. Se você já comprou e precisa de atendimento, fale com o (11) 9 3445-5161.