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O Clero e a Independência do Brasil

O Clero e a Independência do Brasil

Dom Duarte Leopoldo e Silva

Em 1922, o arcebispo de São Paulo provou, documento por documento, que a Independência foi obra de padres. Brochura, 180 páginas, com estudo introdutório inédito.

  • Brochura
  • 180 páginas
  • Estudo introdutório inédito
Preço normal R$ 89,10
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A Independência que não se conta

A Independência que não se conta

A Independência do Brasil foi, em larguíssima medida, obra de padres

A Independência que se ensina tem um príncipe às margens do Ipiranga, tem bacharéis, tem lojas maçônicas. Não é falso. É incompleto — e a parte que falta é grande.

Na Revolução Pernambucana de 1817, só entre os presos enviados a julgamento havia 57 sacerdotes: dois se suicidaram e quatro foram supliciados — os padres Roma, Miguelinho, Tenório e Pereira de Albuquerque. Oliveira Lima chamou aquela sedição de uma revolução de padres.

Em São Paulo, na vereança de 23 de junho de 1821, que elegeu o governo provisório, entre pouco mais de 400 eleitores compareceram 89 padres da capital e do interior, com o próprio bispo à frente, o Cabido inteiro e os superiores das ordens religiosas. Outros 26 assinaram o manifesto de 31 de dezembro; outros 22, as representações da Confederação de Itu.

Em 1922, quando o país celebrava cem anos de Independência, a comemoração já vinha com o roteiro pronto: o 7 de setembro fora obra dos liberais. Foi contra essa apropriação que Dom Duarte Leopoldo e Silva subiu à tribuna do Centro Dom Vital, no Rio de Janeiro — e não respondeu com retórica. Respondeu com atas, vereanças e relações de presos.

“Brasileiro porque era padre, a um e a outro as bênçãos da Pátria.”

Dom Duarte Leopoldo e Silva, na conclusão do livro

Por que estudar este assunto

Uma defesa que não poupa os próprios defendidos

  1. Uma história que perdeu a parte católica

    A Independência é o momento em que o Brasil se define, e a versão que nos foi ensinada tirou dela justamente a parte católica. Dom Duarte foi contra essa apropriação no ano exato em que ela se consolidava, e o fez com o que ninguém podia contestar.

  2. Um livro que não é propaganda

    Sobre Frei Caneca, cooptado pela maçonaria, escreve com uma severidade que nenhum panfletário assinaria: “a maçonaria exaltou-lhe o patriotismo, desvirtuando-lhe a missão sacerdotal.” Reconhece que boa parte do clero foi capturada, e sustenta a tese mesmo assim — o que é precisamente o que torna a tese confiável.

  3. Primeira parte

    Percorre os pródromos da Independência — a revolta do Maranhão, a Guerra dos Emboabas, a Guerra dos Mascates, a Inconfidência Mineira e a Revolução de Pernambuco — e mostra, em cada uma, com nome e fonte, a presença do clero.

  4. Segunda parte

    Trata da Independência propriamente dita e do que se fez do clero nacional depois dela.

  5. A página que resume o livro inteiro

    Frei Caneca foi condenado à morte em 1825. Ao pé da forca, o carrasco designado, um pardo que estava preso por algum delito, recusou-se a enforcar o padre — e Dom Duarte faz questão de registrar o nome dele, Agostinho Vieira, e de pedir que se conserve “à gratidão do clero brasileiro”.

Dom Duarte Leopoldo e Silva

Dom Duarte Leopoldo e Silva

1867 – 1938

Sobre o autor

O primeiro arcebispo de São Paulo

Primeiro arcebispo de São Paulo, que governou por três décadas. Conde romano e assistente do sólio pontifício. Nasceu em Taubaté, estudava medicina quando adoeceu, e trocou o curso pelo seminário.

Em 1903, ainda simples sacerdote, publicou a Concordância dos Santos Evangelhos — os quatro Evangelhos numa só narrativa contínua, comentada por ele, sem concessão ao racionalismo bíblico que então avançava. O livro chegou às mãos de São Pio X, que o louvou e recomendou publicamente a sua leitura e, no ano seguinte, o sagrou bispo, dando-lhe das próprias mãos um anel episcopal.

À frente de São Paulo, criou 44 paróquias e formou pelo menos 209 sacerdotes, dos quais 13 chegaram ao episcopado. Morreu em 1938, tendo escrito no testamento: “Pobre entrei para o sacerdócio, pobre entrei para o episcopado, pobre também espero e desejo morrer.”

O Clero e a Independência do Brasil

Conheça esta edição

Um livro que passou um século fora de circulação

  • Estudo introdutório inédito

    Esta edição da Editora Barônio traz um estudo introdutório inédito sobre a vida e a obra do autor.

  • Publicado em 1923

    Com imprimatur assinado no Rio em 23 de julho daquele ano. O livro passou um século fora de circulação.

  • Brochura

    180 páginas.

  • Coleção Eduardo Prado

    Série A.

Informações e dúvidas

Ficha técnica e perguntas frequentes

Ficha técnica

Título
O Clero e a Independência do Brasil
Autor
Dom Duarte Leopoldo e Silva (1867–1938)
Editora
Editora Barônio
Coleção
Eduardo Prado, Série A
Publicação original
1923
Páginas
180
Acabamento
Brochura
Ficha técnica
Título
O Clero e a Independência do Brasil
Autor
Dom Duarte Leopoldo e Silva (1867–1938)
Editora
Editora Barônio
Coleção
Eduardo Prado, Série A
Publicação original
1923
Páginas
180
Acabamento
Brochura

Perguntas frequentes

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