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Escola de História da Igreja

O Elogio da Nova Milícia - São Bernardo de Claraval

O Elogio da Nova Milícia - São Bernardo de Claraval

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O tratado que São Bernardo de Claraval escreveu a pedido de Hugo de Payens para exaltar a missão dos Cavaleiros Templários. Uma vigorosa apologia cristã ao exercício das armas — e um libelo contra o pacifismo de nossos tempos.
Brochura · 60 páginas · 1ª edição brasileira · Editora Barônio
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De laude novae militiae · 1ª edição brasileira

O tratado que deu alma aos Templários

Hugo de Payens pediu três vezes. São Bernardo demorou a responder — e, quando respondeu, escreveu a mais vigorosa defesa cristã do ofício das armas já saída de uma pena monástica.

“É um soldado destemido e totalmente seguro aquele que reveste o corpo com ferro e a alma com a couraça da fé. Estando armado de ambos os modos, não teme nem demônio nem homem.”Capítulo 1 — Do elogio à nova milícia
Quero meu exemplar — R$ 33,00Envio para todo o Brasil · Editora Barônio

Troyes, 13 de janeiro de 1128

Quando Jerusalém foi reconquistada em 1099, o Patriarca latino recrutou trinta cavaleiros a soldo para guardar o Santo Sepulcro. Em torno de um deles — Hugo de Payens, senhor de Montigny — formou-se, por volta de 1120, uma confraria de religiosos leigos: faziam votos de obediência, castidade e pobreza, viviam a vida claustral e ascética, mas harmonizada com o ofício militar. O rei Balduíno II concedeu-lhes um edifício erguido onde antes estivera o Templo de Salomão. Daí o nome: Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão.

Em 1127, Hugo e cinco companheiros atravessaram o mar em busca de aprovação eclesiástica. Apresentaram-se ao concílio reunido em Troyes, na França. Lá estava o abade cisterciense que agia como consciência de seu tempo: Bernardo de Claraval. De linhagem cavaleiresca, ele não negava as virtudes da raça de onde viera — era um monge, mas de espírito militar. Não só colaborou para que a Ordem fosse aprovada: pouco depois escreveu, para exaltar sua missão própria, o tratado que você tem agora em mãos.

“As épocas fortes da Igreja foram tempos de ferro e não de manteiga.”Rúben Calderón Bouchet, citado na apresentação
Garantir meu exemplarEnvio para todo o Brasil · Edição Barônio

Não é apenas um curioso tratado medieval

Nas linhas do De laude novae militiae pode-se ler o próprio pensamento cristão sobre o exercício das armas — não só quanto aos templários, mas quanto a quaisquer católicos chamados a empunhar a espada.

Primeira parte

O que torna justo ou injusto o exercício das armas; a diferença entre a nova cavalaria e as milícias seculares; em que circunstâncias se deve levar a guerra aos inimigos da fé; e como Cristo honrou o ofício do soldado, ao contrário do que hoje se supõe.

Segunda parte

O valor espiritual dos Lugares Santos que os Templários eram chamados a defender e manter em posse cristã: Belém, Nazaré, o Monte das Oliveiras, o vale de Josafá, o Jordão, o Calvário, o Santo Sepulcro, Betfagé e Betânia.

“Cobris os cavalos com sedas e, por cima das couraças, vestis não sei que penduricalhos de pano; pintais as lanças, os escudos e as selas; adornais os freios e as esporas com ouro, prata e pedras preciosas. Com tamanha pompa, num vergonhoso furor e numa desavergonhada estupidez, avançais para a morte.”Capítulo 2 — Da milícia do século

Mais mansos que cordeiros, mais ferozes que leões

O capítulo 4 é um dos retratos mais impressionantes da vida templária que a Idade Média nos legou: vivem sem esposas e sem filhos, sem nada de próprio, um só costume numa só casa; desprezam o xadrez e os jogos de azar; abominam a caça; têm o cabelo curto, raramente lavado, escurecido pela couraça e pelo calor; querem cavalos fortes e velozes, não coloridos nem adornados, pois pensam no combate, não na pompa; na vitória, não na glória.

Que o leitor, ao percorrer estas férreas linhas, não se esqueça de quem é o autor: uma das almas mais angélicas de todos os tempos, doce devoto de Nossa Senhora, caridoso e bondoso com todos. Não era, contudo, um piegas — mas uma alma de aço, disposta aos grandes combates pela fé.

“Veem-se mais mansos do que os cordeiros e mais ferozes do que os leões, a ponto de que eu teria sérias dúvidas do jeito mais correto de chamá-los: monges ou soldados.”Capítulo 4 — Da vida dos soldados de Cristo

Os 13 capítulos

  • Apresentação, por Lucas Lancaster
  • Advertência da Patrologia Latina
  • Prólogo: a Hugo, Mestre da Milícia de Cristo
  • I.Do elogio à nova milícia
  • II.Da milícia do século
  • III.Da milícia de Cristo
  • IV.Da vida dos soldados de Cristo
  • V.Do Templo
  • VI.De Belém
  • VII.De Nazaré
  • VIII.Do Monte das Oliveiras e do Vale de Josafá
  • IX.Do Jordão
  • X.Do Calvário
  • XI.Do Sepulcro
  • XII.De Betfagé
  • XIII.De Betânia

Ficha técnica

AutorSão Bernardo de Claraval (1090–1153)
Título originalDe laude novae militiae
TraduçãoJaynnoã Fernando Silva Lopes, a partir da Patrologia Latina de Migne, vol. 182
OrganizaçãoLucas Lancaster
Coordenação editorialMatheus Godoi
RevisãoAndré da Silva Machado
CapaGabriel Bastos e Juscelino H. Silva
EditoraBarônio — Escola de História da Igreja
Edição1ª ed. — Belo Horizonte, MG, 2026
FormatoBrochura, 60 páginas, 19,5 cm
ISBN978-65-84335-01-1

Uma alma de aço

Bernardo morreu em Claraval em 1153, deixando estas páginas. Nove séculos depois, elas continuam sendo a resposta cristã mais firme à pergunta sobre a espada.

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